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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Destino


O destino sempre me fez pouco, me traiu,
Deixou-me a meio caminho de tudo sempre
E vida passou rápida como o vento
Supliquei para esperar, em vão, não me ouviu.

Hoje vejo teus olhos, como sirius ou leão,
Tão distantes e enganosamente pertos
Atraem-me com seu brilho intenso
Falam de amor, acenam da imensidão.

Teus lábios murmuram docemente,
Coisas que assim sempre sonhei ouvir
Mas me recuso ternamente, me oponho,

Acreditar nesse sonho, lindo sonho
Que sufoca me maltrata até sucumbir
Mas que me deixa, por demais contente.





A Brisa


Como uma brisa mansa
Que numa tarde quente
Vieste me trazendo o frescor
Acariciando meu cansado corpo
Aliviando minha alma doente.

Mas como veio se foi, silenciosa,
Deixando a sensação gostosa
Da incerteza de tua volta,
Quando virás, trazendo então dos campos,
O perfume da flor mais cheirosa

Assim como a brisa incerta,
Que quando vem é bem vinda,
Serei grato se a mim vieres
Mesmo que por um instante,
Ansioso, te espero ainda!

E serei feliz por teres voltado.






domingo, 24 de fevereiro de 2013

Alma Sedenta




Assim como o sol, da vida e a fonte
Você se iguala dando amor e alegria
E vertente de inspiração, de magia,
É amor, é sol, brotando no horizonte

Água pura e fresca, que socorrer veio
O cansado viajante de sede sofrendo
Sede de Amor, doce sede, tão doce amor
Amor sorvido ansiosamente em teu seio

Onde me encontro, onde faço meu ninho;
Ali adormeço indolente no seu abraço,
E da solidão esqueço com o teu carinho

No teu colo vivo meu sonho plenamente
Onde posso fazer este instante eterno
Para poder assim te amar, eternamente.