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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Faltas e Sobras


Temos Marília, Temos Dirceu,
Até Dirceu em Marília Não temos mais Marília de Dirceu,
Temos Thomas Temos Gonzaga Muito António, e tanto Gonzaga,
Nos falta um, Aquele! A quem Marília, esqueceu, E no exílio, morreu,
Mas, as Cartas Chilenas, Felizmente o consagra,
Tomaz Antonio Gonzaga!

Temos Gonçalves Temos os Dias, Faltam Gonçalves Dias,
Faltam canções, faltam palmeiras. Sobram exílios, nos condomínios,
Falta o cântico do sabiá, Vive ele agora num zoológico,
E sua “Canção do Exílio” Não consegue gorjear.

Não temos mais Carlos Gomes, aquele, das modinhas  e do Guarani
“Quem Sabe”?, “ Quem dera saber agora,” Onde estará  Castro Alves
“Onde andara seus pensamentos”? “Quem sabe” naufragou nos “Navios Negreiros.”
Que singravam “Espumas flutuantes” Com corpos e almas aprisionadas
Pela ganância  desmedida e insensata, do mundo “ civilizado”

Se foram  esses poetas; Mas ainda temos escravos.
Escravos dos patrões, dos padrões e da tecnologia,
Escravos dos bancos, das filas, de TV, e da telefonia,
Filas nos bancos, correios e nas loterias.
Filas na saúde, pra se sofrer mais um dia,

Escravos da ganância, da ignorância.
Dos governos, das Igrejas e religiões,
Que vendem o paraíso e não entregam,
Dos mascates mercadores de “Deus”,
Inesgotável maná, invisível mercadoria,

Escravos do cinismo e da hipocrisia
Da pobreza, que cresce a cada dia,
Subproduto é a miséria que já virou endemia,
Causada pelos juros, que sem dó, nos expropria.

Escravos da falta de  governos que governem,
Em favor da maioria, que ávida compra sonhos,
E se alimenta todo dia, nas casas de loteria!
Ah!, Se nos sobrace pão, como sobra covardia,
Não existiria mais fome, e justiça existiria.

Quantos poemas, quantas trovas,
Quantas rimas, a serem feitas!
Quantos poetas nos faltam...!
Aqueles poetas!



Urano de Sousa 19/08/90

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Minha Helena


À
Minha Helena.

Ela tem suavidade nos gestos e no andar
Seu olhar embora esperto, deixa aparecer,
Um que, uma incerteza, que está a incomodar,
Esta é a Minha Helena, que vou dar a conhecer.

Suas mãos são delicadas  tais como o veludo,
Sua voz soa suave, como som vindo da Avena,
Que a pastora à tarde toca, e ouvindo me iludo,
Sua presença é doçura, pois doce é Minha Helena.

Sua aparência  delicada é de impar  formosura
Porfiam-se os poetas, na mais sagrada arena,
Esgrimindo com palavras, na nobre propositura,
Cantar seus encantos, que formosa é Minha Helena.

Já na  Grécia existia, mulher de grande beleza,
Esposa de Menelau, de quem Páris, tirou Helena,
Pra viver um grande amor, ofendendo a realeza,
Amor pelo Rei proibido, como o de Minha Helena.

Menelau, esposo ofendido, com ódio se envenena,
Declarou guerra a Troia, e com isto demonstrou,
Que seu ódio era maior, que o amor por Helena,
Troia tombou vencida, mas Helena triunfou.

Os amores impossíveis, como o de Páris e Helena,
De Tristão e de Isolda, de Pedro e Inês de Castro,
Que a tirania pôs fim, manchando  o alabastro,
Fado assim não tenha, no amor, Minha Helena.

Esta menina esguia, de voz suave e serena,
Tem sim tantos encantos, que está a esconder,
Como a colina, o sol, raiando ao amanhecer,
Igual magia escapa, do olhar de Minha Helena.

Homero e Vergílio, nos seus versos  louvaram,
Como a bela mulher, deusa de loiras  melenas.
Que Reis e Príncipes, aos seus pés ajoelharam,
Pra te dar igual valor, só poeta, Minha Helena.



Urano Leite de Sousa

Dona Cezária e seus Alunos Rocha 1952

                             Dª  Cezária e seus alunos numa escola do Rocha em 1952
             Mudança do Rocha PR. 1952 Rio Ribeira de Iguape e a Canoa do Proniano e  do Lazáreo
O Canoeiro Proniano, dª Cezária seus Filhos e família do Rocha  Rio Ribeira e R

Urano ,  de óculos escuros, Ivo e outro amigo no Rocha em 1966


                                                       Urano, Tentando tocar  viola