domingo, 2 de junho de 2013
terça-feira, 14 de maio de 2013
Mãe, Simplesmente!
Falar
de Mãe é fácil, é só cortar as veias, ver e sentir
o sangue esvair, é assim que elas agem, se dilaceram
e se esvaem, todo o tempo, o tempo todo, se doam ,
e nunca se esgotam, falar de amor?, Não falam,
por falta de tempo,estão sempre muito
ocupadas praticando amor, e como
só as Mães sabem fazer,
e isto não é fácil!..
o sangue esvair, é assim que elas agem, se dilaceram
e se esvaem, todo o tempo, o tempo todo, se doam ,
e nunca se esgotam, falar de amor?, Não falam,
por falta de tempo,estão sempre muito
ocupadas praticando amor, e como
só as Mães sabem fazer,
e isto não é fácil!..
Urano., Maio/2013
domingo, 10 de março de 2013
Dia Internacional da Mulher
As Senhoras do Mundo
Esta semana em que se
homenageia a figura feminina, não poderia deixar passar a oportunidade de
lembrar algumas figuras do gênero que foram e serão sempre almejadas por todos,
cobiçadas por alguns, como utopias, festejadas por outros, e em alguns lugares
mantidas em subterrâneos, sem que possam
ver a luz do dia, ou mesmo relegadas a
planos secundários, maltratadas e desconhecidas de tantos.
Para estas senhoras,
antigas no imaginário da humanidade, musas fiéis que permanecem jovens e cheias
de encantos , e nos acenam amistosas sempre que a evocamos, são lenitivas, são acalantos para desesperados, são como mães
para os que se sentem órfãos e abandonados, alimentam a todos com sonhos
possíveis.
Lembremos-nos delas,
com um belo e colorido arranjo de flores, não só nesta data, mas todo o tempo,
para não se sentirem esquecidas, nunca.
A Justiça, Liberdade e Igualdade:
As
damas mais antigas a frequentar os sonhos da humanidade, e que ainda hoje, são sonhos de muitos.
A Moral, Ética e Decência:
Figuras
necessárias para a estabilidade e segurança das outras damas, e o bom e ideal
relacionamento entre pessoas e Estado, mas se tornaram furtivas, estando cada vez mais ausentes.
A República, Democracia
e Constituição: Estas, o arcabouço que deve dar guarida
e zelo a estas damas, mantendo as íntegras, harmônicas e unidas.
A Lei, Ordem e Paz,
Esta damas precisam andar sempre juntas, de mãos dadas, pois, sem Leis inexiste
Ordem, sem Ordem não há Paz, sem Paz a
humanidade não progride, não evolui, apenas compete entre si, pereniza sua condição animal.
A Sociedade
e suas tão necessárias damas de companhia, sem as quais o mundo, seria visto em
tons de cinza, sem graça alguma, são elas:
As Mulheres,
Beleza, Maternidade, Mães, Graça, Oração, Benção, Caridade, Harmonia, Sorte,
Verdade, Luta, Vitória, Conquista, Mãos, Doação, Consciência, Sinceridade,
Bondade, Alegria. Doação, Inspiração, Poesia, a flor.
A Raiva,
nesta reside a verdade, revela o verdadeiro homem adormecido e dissimulado.
A Morte, ela
é o símbolo de integridade e imparcialidade, a única coisa que o homem não consegue corromper.
Este mundo feminino,
que dá belo sentido à vida, precisa ser preservado de algumas personagens, que
embora do mesmo gênero, deveriam ser extirpadas do vocabulário e das vidas de
todos, por serem causadoras de tantos sofrimentos e dissabores a humanidade.
São elas:
A Maldade, Falsidade,
Hipocrisia, Demagogia, Ganância, Ignorância, Truculência, Ditadura, Tortura,
Intolerância, Amargura, A Falta, Pobreza, Miséria, A Injustiça.
Como contraponto a este
mundo dominado por “Elas”, apresentamos dois elementos do gênero masculino, mas
que permeia os dois mundos harmoniosamente.
O Amor e o Perdão.

Parabéns Senhoras, pelo
seu merecido dia.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Destino
O destino sempre me fez pouco, me traiu,
Deixou-me a meio caminho de tudo sempre
E vida passou rápida como o vento
Supliquei para esperar, em vão, não me ouviu.
Hoje vejo teus olhos, como sirius ou leão,
Tão distantes e enganosamente pertos
Atraem-me com seu brilho intenso
Falam de amor, acenam da imensidão.
Teus lábios murmuram docemente,
Coisas que assim sempre sonhei ouvir
Mas me recuso ternamente, me oponho,
Acreditar nesse sonho, lindo sonho
Que sufoca me maltrata até sucumbir
Mas que me deixa, por demais contente.
A Brisa
Como uma brisa mansa
Que numa tarde quente
Vieste me trazendo o frescor
Acariciando meu cansado corpo
Aliviando minha alma doente.
Mas como veio se foi, silenciosa,
Deixando a sensação gostosa
Da incerteza de tua volta,
Quando virás, trazendo então dos campos,
O perfume da flor mais cheirosa
Assim como a brisa incerta,
Que quando vem é bem vinda,
Serei grato se a mim vieres
Mesmo que por um instante,
Ansioso, te espero ainda!
E serei feliz por teres voltado.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Alma Sedenta
Assim como o sol, da vida e a fonte
Você se iguala dando amor e alegria
E vertente de inspiração, de magia,
É amor, é sol, brotando no horizonte
Água pura e fresca, que socorrer veio
O cansado viajante de sede sofrendo
Sede de Amor, doce sede, tão doce amor
Amor sorvido ansiosamente em teu seio
Onde me encontro, onde faço meu ninho;
Ali adormeço indolente no seu abraço,
E da solidão esqueço com o teu carinho
No teu colo vivo meu sonho plenamente
Onde posso fazer este instante eterno
Para poder assim te amar, eternamente.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Tapete Mágico
Ao
visitar “Meu Mundo”, não estranhe, ande
com cuidado e atenção, observe. “A Rua de Pedra” que ainda resiste, guarda um
passado de vergonha que querem apagar, mas o betume não cobrirá o sangue e as
lagrimas que amalgamaram cada bloco,
emparedando gemidos e soluços escravos,
ele lembrara sim a cor de nossa história.
Mas
se apresse, pois nele ainda poderá encontrar algum “Mascate”, oferecendo um
sorriso e um sonho para “Rosalina”, mas de olho na “Porquinha Chimbica” para que
não fuce suas malas, aproveite, ouça um causo, viaje nas muitas estórias dele,
colhidas nas estradas, aqui e ali, como mexericas.
Guarde
as imagens destes “Momentos”, serão ternas como as “Saudades de Você”, se farão
presente num “Dia de Tristeza”, próprio para fechar os olhos, e madornando,
ouvir a voz melodiosa da mãe, se dando a contar uma estória, “Era
Uma Vez Uma Menina que Ouvia Conto de Fadas”
Enleve-se
com juvenis “Sentimentos”, aprecie “A
Lua e as Estrelas”, e sob este manto faça uma longa “Caminhada”, perceba a “Beleza
da Vida”, rejuvenesça se com as “Lembranças de Paixão” esqueça as “Diferenças”,
seja como ‘A Natureza” que é lembrada, ao se roçar num “Galho Verde”, todo orvalhado,
ou ao Sentir o Cheiro da “Dama da Noite”, num “Momento” de pura magia.
Recordar a “História de uma Vida” será
como refazer “Um Passeio de Domingo”, desfrutar
cada instante e lugar, tudo observar com
“Paciência”, se deixar levar pela brisa, ir até
“A Casa da Vó Dola”, que tem ao lado “O
Lago Encantado”, onde cisnes atentos protegem “O Casarão Amarelo”, solitária e imponente
lembrança, incrustada como uma gema na
paisagem, da ‘Serra Da Boa Esperança’.
Onde
vive “O Grande Menino” que por sua bondade e candura, é tido como um Anjo
Especial, que alivia as tristes “Lembranças de Uma Vida” marcada pela “Espera”,
com lagrimas, em “Cristais”, testemunhas
das “Saudades” do antigo arraial, suas
festas e procissões ao casamenteiro, “Santo Antonio”, o preferido das moças.
Sua
tristeza teve inicio na festa de “Natal de Aninha”, uma menina da sua idade,
por quem se apaixonou, e dali em diante se sentiu “Perdido no Amor”, um sentimento que se tornou mais forte
e angustiante pela “Ausência” dela, que
tinha ido morar com a tia em Divinópolis, para estudar.
Para
ele, viver assim era “Vida Perdida”, não
tinha vontade de estudar, “Pensando” em dar uma solução, teve uma ideia, e esfregando nervosamente as Mãos,
arrumou se frente ao “Espelho”, ajeitou o colarinho, os cabelos e foi
ter com seu Hadade, o amigo “Mascate”, que por ser muito viajado, poderia lhe
aconselhar ou mesmo lhe dar alguma poção que lhe aliviasse a agonia.
Então
seu Hadade parou por uns instantes a olhar aquele rosto ainda de criança, cujos olhos denunciavam uma emoção e
ansiedade de quem busca a salvação, parecia em
êxtase, já antevia o rosto de sua amada junto ao seu. “O Mascate” então lhe disse: _”Você”
está na flor da mocidade, na fase mais emocionante da vida, pelo que lhe invejo, pois nesta idade todo sonho é
“Um Sonho Real”, mas o sofrimento, verdadeiro.
Mas
acaba passando, acredite, deixa marcas indeléveis em “Você”, amor assim, não finda,
como bolha de sabão, ao estalar de dedos, lembrará sempre dela, a sua imagem “Virtual”,
não verá o tempo passar, e quando um dia acordar para a vida, o tempo para ti terá passado, mas não
percebeste, sentirá uma paz indescritível, se deitará ao lado da janela, sob
uma réstia do sol já se pondo, e lentamente adormecendo, a terá para sempre ao seu lado, em sonhos.
Para Odalisca, Outono/13
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
O Jardim e o Amor
Precisa
de alguém cuidadoso
Pra estar
sempre bonito, viçoso,
Carece de
atenção e muito labor.
Se você
com amor, dela cuidar,
Botões e
Rosas vai lhe ofertar,
Com gotas
frescas de alvorecer.
Que tal
não tem seu preço
Se pela
roseira não tem apreço
Os
rasteiros, lépidos a dilacera.
Da roseira, só espinho e cepa,
A brisa
lhe cobre em fino véu,
Até que
nova rosa encrespa
Fazem revoadas coloridas
A rosa
alimenta suas vidas
Em nossa vida,
põe cores.
A mulher
é como a rosa
Linda, delicada
e amorosa.
Faz de
nossa vida, jardim.
Urano Leite de Sousa
Fev, 2013
Ave! Drummond
No meio do caminho tinha
uma flor!
A rosa estava no meio do
caminho
Em todo caminho deveria
ter uma flor
E seria tão bom andar
pelo caminho
Que em vez de pedras,
tivesse flores.
Quão mais alegre, trilhar esse caminho.
Caminhos sem pedras, mas
com flores,
Encontrando pedras pelo caminho
Tire as, deixe em seu
lugar uma flor.
E teremos em todos os
caminhos, flores.
Rosas no meio de todos
os caminhos,
Não esquecerá que no
meio do caminho,
Tinha uma solitária
rosa, esperando,
“Na vida de minhas
retinas”, estampada.
A imagem de uma rosa no
meio do caminho,
“Então, nunca me esquecerei” daquela flor,
Que estava no meio do
caminho,
Quando pisada, exalou
seu doce aroma,
Da pedra? Só dor, e o
grande hematoma,
Vou lembrar-me da flor e
do caminho,
No meio, e não só uma
pedra!
No caminho
Da Rosa!
Tinha uma flor no meio
do caminho.
A flor eu peguei,
coloquei num vazo,
Enfeitei e perfumei meu
cantinho
A pedra? Ficou só,
lá, à margem do caminho.
Urano Leite de Sousa
Fev, 2013
Urano Leite de Sousa
Fev, 2013
Canoas do Ribeira
Canoas do Ribeira
Eu quero
mostrar ao mundo,
Um pouco da
vida dura
Que tem nas
beiras dos rios
Sejam rasos ou
profundos
É lá dos anos
cinqüenta
Gente que não
aposenta
Que vive só
trabalhando
Vão vivendo com
tão pouco
Com tão pouco
se contenta
Embora sejam
doentes
Ate resistem
bom tempo
Os sonhos não
as freqüenta
Vivem sós com
os seus dias
E pra eles se
alimentam
A esperança que
um dia,
Foi se como a canoa
Por corredeiras
rodou
Nestas águas, nestes
rios,
Canoas não mais
existe
Não tem mais
Nazareno
Mas, antes que tudo
acabe
Eu assim vou
lhes contando
Pra não dizerem
que não sabem
Que um dia existiu
canoas
No Ribeira
deslizando
Canoas que eram
levadas
Por *Lazáreos* e Pronianos.
* minha memória pode estar me traindo quanto ao nome do outro
canoeiro, que me lembro era tido como Nazareno ou Lazareno,
depois fiquei sabendo que seria Lazáreo, quando souber o certo, farei a correção.
canoeiro, que me lembro era tido como Nazareno ou Lazareno,
depois fiquei sabendo que seria Lazáreo, quando souber o certo, farei a correção.
**A estas pessoas do passado, fica
aqui o meu tributo, embora tardio,
minha gratidão por terem sido parte de minha vida
Urano de Sousa Agosto 2008
minha gratidão por terem sido parte de minha vida
Urano de Sousa Agosto 2008
Em pé ao lado da sua canoa-------O Canoeiro Proniano
A Mulher na Canoa Minha Mãe Cezária
Ao Lado Urano
A Menina dentro da Canoa Urana
O Pequeno na Canoa Remolo
Sentado na outra Canoa Nazareno
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Os Olhos Dela
Os Olhos Dela.
Que nunca esses
olhos chorem,
Nada embote esse
olhar, um dia,
Estes olhos
brilhantes, de Luzia.
Que as tristezas
ignorem
Este sorriso largo,
de marfim,
Um portal, sempre
aberto,
Pra quem estiver por
perto
Se encantar com algo assim
Os teus lábios
carminado
Emolduram toda a
candura
Desta primorosa escultura,
Como lua nova, moldado.
Os cabelos em teu
colo caídos,
São cabelos anelados
de sereia
Que oníricos contos, recheia,
Dos profundos oceanos
saídos.
As sobrancelhas delineando
O contorno de tua
fronte,
Torna a tão mais radiante
Que o sol, o
dia iluminando.
Urano Leite de Sousa, Jan, 2013
domingo, 13 de janeiro de 2013
Bruna
Bruna
Estar
frente a ti é contentamento,
Por ver no teu
rosto tanto encanto
Sinto a alegria
se verter em pranto
Rogo
perdão por este atrevimento.
Da vã tarefa, de dar conhecimento,
Dos primores,
deste rosto, entanto,
.falta-me o
vernáculo para tanto,
É apanhar
estrelas no firmamento
Busquei então
na antiga renascença
A verve
necessária para tal missão
Senti de Camões
honrosa presença
Num poema, já
dizia de tua beleza,
Sendo este premio a grata doação
“Das graças que tinha a natureza” - Camões
“Das graças que tinha a natureza” - Camões
Urano de Sousa, jan, 2013.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Faltas e Sobras
Temos
Marília, Temos Dirceu,
Até
Dirceu em Marília Não temos mais Marília de Dirceu,
Temos
Thomas Temos Gonzaga Muito António, e tanto Gonzaga,
Nos
falta um, Aquele! A quem Marília, esqueceu, E no exílio, morreu,
Mas,
as Cartas Chilenas, Felizmente o consagra,
Tomaz
Antonio Gonzaga!
Temos
Gonçalves Temos os Dias, Faltam Gonçalves Dias,
Faltam
canções, faltam palmeiras. Sobram exílios, nos condomínios,
Falta
o cântico do sabiá, Vive ele agora num zoológico,
E
sua “Canção do Exílio” Não consegue gorjear.
Não
temos mais Carlos Gomes, aquele, das modinhas e do Guarani
“Quem
Sabe”?, “ Quem dera saber agora,” Onde estará Castro Alves
“Onde
andara seus pensamentos”? “Quem sabe” naufragou nos “Navios Negreiros.”
Que
singravam “Espumas flutuantes” Com corpos e almas aprisionadas
Pela
ganância desmedida e insensata, do mundo
“ civilizado”
Se
foram esses poetas; Mas ainda temos escravos.
Escravos
dos patrões, dos padrões e da tecnologia,
Escravos
dos bancos, das filas, de TV, e da telefonia,
Filas
nos bancos, correios e nas loterias.
Filas
na saúde, pra se sofrer mais um dia,
Escravos
da ganância, da ignorância.
Dos
governos, das Igrejas e religiões,
Que
vendem o paraíso e não entregam,
Dos
mascates mercadores de “Deus”,
Inesgotável
maná, invisível mercadoria,
Escravos
do cinismo e da hipocrisia
Da
pobreza, que cresce a cada dia,
Subproduto
é a miséria que já virou endemia,
Causada
pelos juros, que sem dó, nos expropria.
Escravos
da falta de governos que governem,
Em
favor da maioria, que ávida compra sonhos,
E
se alimenta todo dia, nas casas de loteria!
Ah!,
Se nos sobrace pão, como sobra covardia,
Não
existiria mais fome, e justiça existiria.
Quantos
poemas, quantas trovas,
Quantas
rimas, a serem feitas!
Quantos
poetas nos faltam...!
Aqueles
poetas!
Urano de Sousa
19/08/90
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Minha Helena
Minha
Helena.
Ela tem suavidade nos gestos e no andar
Seu olhar embora esperto, deixa aparecer,
Um que, uma incerteza, que está a
incomodar,
Esta é a Minha Helena, que vou dar a conhecer.
Suas mãos são delicadas tais como o veludo,
Sua voz soa suave, como som vindo da
Avena,
Que a pastora à tarde toca, e ouvindo me
iludo,
Sua presença é doçura, pois doce é Minha
Helena.
Sua aparência delicada é de impar formosura
Porfiam-se os poetas, na mais sagrada
arena,
Esgrimindo com palavras, na nobre
propositura,
Cantar seus encantos, que formosa é Minha Helena.
Já na
Grécia existia, mulher de grande beleza,
Esposa de Menelau, de quem Páris, tirou Helena,
Pra viver um grande amor, ofendendo a realeza,
Menelau, esposo ofendido, com ódio se
envenena,
Declarou guerra a Troia, e com isto
demonstrou,
Que seu ódio era maior, que o amor por
Helena,
Troia tombou vencida, mas Helena triunfou.
Os amores impossíveis, como o de Páris e
Helena,
De Tristão e de Isolda, de Pedro e Inês de
Castro,
Que a tirania pôs fim, manchando o alabastro,
Fado assim não tenha, no amor, Minha
Helena.
Esta menina esguia, de voz suave e serena,
Tem sim tantos encantos, que está a
esconder,
Como a colina, o sol, raiando ao
amanhecer,
Igual magia escapa, do olhar de Minha
Helena.
Homero e Vergílio, nos seus versos louvaram,
Como a bela mulher, deusa de loiras melenas.
Que Reis e Príncipes, aos seus pés
ajoelharam,
Pra te dar igual valor, só poeta, Minha
Helena.
Urano Leite de Sousa
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