Saístes, e nem bem chegara à Primavera.
E aquilo que era o mais colorido jardim
Enlanguesceu-se, enublou-se, que assim,
Carece de
sua rosa para tornar o que era
Ficaremos aguardando,
que outro jeito?
Se o imperativo a fez
refém e lhe ordena,
Mas não se assuste que
é coisa pequena,
Como tal, logo, logo,
vai ser levada a eito.
Não demores muito,
nesta sua ausência,
Traga-nos este sorriso
e todos os encantos,
Que nos é tão grato, quanto sua docência.
A sua ausência também
nos será uma lição
Dir-nos-á, da
importância de sua presença.
Como o turibulo na ara
que tudo incensa,
Com eflúvios
florais, envoltos em benção.
“Se voltar não faça espanto, cuide apenas de você
De um jeito nessa casa, ela é nada sem você
Regue as plantas na varanda, elas devem lhe dizer
Que eu morri todos os anos, quando esperei você ...”
De um jeito nessa casa, ela é nada sem você
Regue as plantas na varanda, elas devem lhe dizer
Que eu morri todos os anos, quando esperei você ...”
Roberto.
Carlos (online)
Primavera de 2012
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