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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Ausência


Saístes, e nem bem chegara à Primavera.
E aquilo que era o mais colorido jardim
Enlanguesceu-se, enublou-se, que assim,
Carece de sua rosa para tornar o que era

Ficaremos aguardando, que outro jeito?
Se o imperativo a fez refém e lhe ordena,
Mas não se assuste que é coisa pequena,
Como tal, logo, logo, vai ser levada a eito.

Não demores muito, nesta sua ausência,
Volta, com seus gestos largos e amplos.
Traga-nos este sorriso e todos os encantos,
Que nos é tão grato, quanto sua docência.

A sua ausência também nos será uma lição
Dir-nos-á, da importância de sua presença.
Como o turibulo na ara que tudo  incensa,
 Com eflúvios  florais, envoltos em benção.


“Se voltar não faça espanto, cuide apenas de você 
De um jeito nessa casa, ela é nada sem você 
Regue as plantas na varanda, elas devem lhe dizer 
Que eu morri todos os anos, quando esperei você
 ...”
Roberto. Carlos (online)


Primavera de 2012

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