Bem sabes moça, que a formosura,
É de perto pelo tempo, assediada,
Como valete, tem a dama vigiada.
Não pelo seu viço, ou pela figura.
Mas por aquilo que em ti é fartura
E cumprindo o papel a contento
Ficará pela estrada a seu tempo
Para ser de outras vidas, ventura.
Mas
aquilo que é teu tesouro
Não está por alguém protegido
Mesmo valendo mais que ouro.
É este
encanto, esta alegria,
Que a jovem, o tempo vencido.
Terá
n’alma, o que no rosto via.