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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Minha Helena


À
Minha Helena.

Ela tem suavidade nos gestos e no andar
Seu olhar embora esperto, deixa aparecer,
Um que, uma incerteza, que está a incomodar,
Esta é a Minha Helena, que vou dar a conhecer.

Suas mãos são delicadas  tais como o veludo,
Sua voz soa suave, como som vindo da Avena,
Que a pastora à tarde toca, e ouvindo me iludo,
Sua presença é doçura, pois doce é Minha Helena.

Sua aparência  delicada é de impar  formosura
Porfiam-se os poetas, na mais sagrada arena,
Esgrimindo com palavras, na nobre propositura,
Cantar seus encantos, que formosa é Minha Helena.

Já na  Grécia existia, mulher de grande beleza,
Esposa de Menelau, de quem Páris, tirou Helena,
Pra viver um grande amor, ofendendo a realeza,
Amor pelo Rei proibido, como o de Minha Helena.

Menelau, esposo ofendido, com ódio se envenena,
Declarou guerra a Troia, e com isto demonstrou,
Que seu ódio era maior, que o amor por Helena,
Troia tombou vencida, mas Helena triunfou.

Os amores impossíveis, como o de Páris e Helena,
De Tristão e de Isolda, de Pedro e Inês de Castro,
Que a tirania pôs fim, manchando  o alabastro,
Fado assim não tenha, no amor, Minha Helena.

Esta menina esguia, de voz suave e serena,
Tem sim tantos encantos, que está a esconder,
Como a colina, o sol, raiando ao amanhecer,
Igual magia escapa, do olhar de Minha Helena.

Homero e Vergílio, nos seus versos  louvaram,
Como a bela mulher, deusa de loiras  melenas.
Que Reis e Príncipes, aos seus pés ajoelharam,
Pra te dar igual valor, só poeta, Minha Helena.



Urano Leite de Sousa

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