Minha
Helena.
Ela tem suavidade nos gestos e no andar
Seu olhar embora esperto, deixa aparecer,
Um que, uma incerteza, que está a
incomodar,
Esta é a Minha Helena, que vou dar a conhecer.
Suas mãos são delicadas tais como o veludo,
Sua voz soa suave, como som vindo da
Avena,
Que a pastora à tarde toca, e ouvindo me
iludo,
Sua presença é doçura, pois doce é Minha
Helena.
Sua aparência delicada é de impar formosura
Porfiam-se os poetas, na mais sagrada
arena,
Esgrimindo com palavras, na nobre
propositura,
Cantar seus encantos, que formosa é Minha Helena.
Já na
Grécia existia, mulher de grande beleza,
Esposa de Menelau, de quem Páris, tirou Helena,
Pra viver um grande amor, ofendendo a realeza,
Menelau, esposo ofendido, com ódio se
envenena,
Declarou guerra a Troia, e com isto
demonstrou,
Que seu ódio era maior, que o amor por
Helena,
Troia tombou vencida, mas Helena triunfou.
Os amores impossíveis, como o de Páris e
Helena,
De Tristão e de Isolda, de Pedro e Inês de
Castro,
Que a tirania pôs fim, manchando o alabastro,
Fado assim não tenha, no amor, Minha
Helena.
Esta menina esguia, de voz suave e serena,
Tem sim tantos encantos, que está a
esconder,
Como a colina, o sol, raiando ao
amanhecer,
Igual magia escapa, do olhar de Minha
Helena.
Homero e Vergílio, nos seus versos louvaram,
Como a bela mulher, deusa de loiras melenas.
Que Reis e Príncipes, aos seus pés
ajoelharam,
Pra te dar igual valor, só poeta, Minha
Helena.
Urano Leite de Sousa
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