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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Eclipse
















Não deixe uma nuvem de tristeza
Toldar o sol, que em teu rosto brilha,
Veja que a lua, solitária andarilha,
Tem por vezes, oculta sua beleza,

Quando a Terra a esconde do fulgor
Não lhe tira mesmo assim a sina
De ser aquela que ao poeta ensina
Fazer canções, e  cantar o amor.

O sol por vezes pela lua, embotado,
Lança na Terra pequena sombra
Mas,   o dia permanece ensolarado.

A tristeza  que ora morna teu rosto
É apenas um eclipse, não assombra.
É Ave a cruzar o sol, em Agosto!


Araçoiaba, Primavera  de  2012.

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