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sábado, 22 de dezembro de 2012

Ausência


Ausência.


Saístes, e nem bem chegara a primavera.
E aquilo que era o mais colorido jardim
Enlanguesceu-se, enublou-se, que assim,
Carece de sua rosa para tornar o que era

Ficaremos aguardando, que outro jeito?
Se o imperativo a fez refém e lhe ordena
Mas não se assuste que é coisa pequena
Como tal, logo, logo, vai ser levada a eito.

Não demores muito, nesta sua ausência,
Volta, com seus gestos largos e amplos.
Traga-nos este sorriso e todos os encantos,
Que nos é tão grato, quanto sua docência.

A sua ausência também nos será uma lição
Dir-nos-á, da importância de sua presença.
Como o turibulo na ara que tudo  incensa,
 Com eflúvios  florais, envoltos em benção.


“Se voltar não faça espanto, cuide apenas de você 
De um jeito nessa casa, ela é nada sem você 
Regue as plantas na varanda, elas devem lhe dizer 
Que eu morri todos os anos, quando esperei você
 ...”


Prof.ª  Sônia desculpe o jeito de lhe dizer o quanto é importante pra nós, falo,
-tenho certeza, em nome de todos  seus alunos, melhor dizendo, das alunas.
Um breve e feliz retorno, pois o eito lhe espera.

Boa Sorte
Urano, um feliz aluno seu.

Urso  Primavera, 2012

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