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sábado, 22 de dezembro de 2012

Eclipse


Eclipse.



Não deixe uma nuvem de tristeza
Toldar o sol, que em teu rosto brilha,
Veja que a lua, solitária andarilha,
Tem por vezes, oculta sua beleza,

Quando a Terra a esconde do fulgor
Não lhe tira mesmo assim a sina
De ser aquela que ao poeta ensina
Fazer canções, e  cantar o amor.

O sol por vezes pela lua, embotado,
Lança na Terra pequena sombra
Mas,   o dia permanece ensolarado.

A tristeza  que ora morna teu rosto
É apenas um eclipse, não assombra.
É Ave a cruzar o sol, em agosto.





,
Sônia, sua apreensão também nos deixa embotados,
 pois somos dependentes do teu sorriso, da sua alegria,
desta energia que de você emana, você é nosso sol e nossa lua,
sem seu calor e seu brilho, somos ocaso.

Volte a sorrir, sorrindo!





Urano, Primavera de 2012.

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